Home Iorubá Cultura Serviços Agenda Contatos Mania de Mãe Amor Mídia Ao Vivo


HISTÓRIA DA CULTURA AFRICANA

A religião Afro, veio através dos africanos que vieram como escravos para o Brasil e para outras nações do mundo. É uma cultura complexa, contendo muitas informações, que hoje é analisada e pesquisada por vários antropólogos, pesquisadores, e existem várias instituições que hoje estão interessadas para estudo desta cultura e tentam compreender e analisar as informações para ver como exercê-la e também procuram estudar as convivências nos terreiros de candomblé.

A origem é da África, com as raízes em vários reinos menores do continente africano, que com muitas crises e guerras fizeram surgir o tráfico negreiro. E os primeiros a vir ao Brasil, ainda rural foram os povos angolanos, que mais ou menos 250 anos vieram em massa. Os primeiros eram marginalizados, excluídos, prisioneiros de guerras tribais de região que não tinham laços com família ou religião, foram deste homens que aqui no Brasil abriram as estradas, deram os primeiros passos das construções e formação das primeiras cidades brasileiras. Depois dos longos duzentos e cinqüenta anos, que começaram a chegar os Yorubas - nagôs, povo Jeje, Fon e os reis africanos, sacerdotes, etc. E isso faz um grande marco na formação de cultura e dos terreiros de candomblé do Brasil. Vários povos africanos, inclusive guerreiros mulçumanos, que perdiam as guerras, vieram no Século XVIII para o Brasil, junto ao povo Jeje, que aqui uniram-se aos Yorubás-nagos, foram negociados como escravos para o Brasil.


Os navios transportavam os prisioneiros capturados pelos reinos do Dahomé, nas guerras contra os Yorubás-nagos, seus vizinhos, muitos foram para o Estado da Bahia, saindo da África do Porto de Wuidá, no Dahomé e de Lagos na Nigéria.

O povo Jeje que aqui chegaram e foram para a Bahia, São Luis, para onde foram o culto a Vodum, vieram o povo Jeje Mahi, que trouxeram o culto, a Sapata, Nàná e Dan e o povo Modunbí, que trouxeram o culto a Hevioso, Sogbô e Bodé.

O destino era a Bahia e São Luis no Maranhão, para onde foram o povo de família de Abomey, Família real e o culto foi estabelecido por Na Agontimé , que era a Mãe do rei da cidade de Ghezo.

Outros foram vodum do Benin, e os orisas de Nigéria que também vieram para o Brasil e que também foram para todas as Américas. Vieram para aqui, muitos escravos de Òyó, que formam o continente Yorubá, que deu a origem aos candomblés de Nação Ketu no Brasil que ficou como modalidade para definir o segmento do terreiro de candomblé da Nação Ketu, e não como território de política africana.

E na vinda de vários escravos de origem sacerdotal, foi à contribuição o grande legado, nas vindas sucessivas destes homens, que trouxeram a cultura, a religião, os conhecimentos, tradições vivas, sem qualquer influência e em contrastes com aqueles que aqui já estavam confundidos com a cultura dominante dos brancos. Os Ketus dominaram com os seus homens rápido e inteligentes, reuniu a todos e se tornou representação de encontro e reunião. Serviu de modelo e proporcionou uma forma de culto quase idêntico para todos e mesmo com as condições da época, os negros de várias nações se unirem contra a intolerância, com isto se fundiram vários rituais e cultos.

Integrantes dos grupos Yorubás, através dos seus líderes primordiais, conseguiram agrupar uma série de cultos e divindades individuais, oriundo de suas etnias e provenientes de diferentes regiões que podem ser relacionadas.

Ósàlufon de Ifon
Sángo de Óyó
Ogum de Ékìti
Osum de Íjèsà
Obàtálá de Ifé
Inlè de ÍlÓbú
Yemoja de Égbá
Lógum Éde de Ilésà
Ósàgyan de Èjìgbò

E chegaram os cultos pelos prisioneiros e sacerdotes dos reinos do Kétu e Savé.

Kétu Ósóòsì
Savé Omolu

Todas estas divindades estariam ligadas as tradições histórica e tribais, tanto como seus heróis ou como da sua cultura. Nas migrações foram levados algumas divindades de um lado a outro, no qual muitas vezes mudaram de nome, porém eram aceitos, muitas vezes acrescidos do nome daquela cidade. Isto fez em algumas situações pensarem que retratava de outra divindade, o que era um erro. Muitas das vezes criou uma subdivisão e com com os de cidade, criou aqui no Brasil como se fosse a finalidade do orisa e surge aí a multiplicidade do orisa e variações nos ritos.

Através do processo escravo, ficou aqui no Brasil em especial a Bahia uma forma centralizada do culto os orisas, agrupados no mesmo loca, ficando uma prática comum para todos, que viviam nessa condição sofrida da época, criou-se assim diferentes práticas de culto religioso africano.

No passar dos tempos, foram surgindo os primeiros terreiros de candomblés do Brasil (urbano e tímidos) com vários viajantes negros e próprios negros livres que viajaram Brasil X África, e nisto vieram novas divindades, dando assim uma personalidade ao culto que definiu os terreiros de candomblé do Brasil e a grande importância de todas as nações que vieram do candomblé do continente africano, mas o maior destaque a nação Kétu e que foi a primeira manifestação religiosa, por esta nação ter sido iniciada pelos antigos integrantes, sacerdotes do reino do Kétu (que sofreu com a guerra com o povo Fon - povo Dahomé que a destruiu e aqui no Brasil e em especial na Bahia, que os antigos sacerdotes desta região, deram continuidade ao culto com tudo que trouxeram da África, ao culto de Ósóòsì, rei Kétu). Kétu reino Yorubá que se tornou símbolo dos antigos africanos e ainda do povo Yorubá e o culto de cidade de Óyó, Culto a Sàngó, que teve a forte participação histórica é por isto o candomblé tem uma reverência a este orisa em todas as nações existentes.

E tudo isto é lembrado no Hino Nacional do Candomblé Kétu.

Fará imóra
Olúwo
Fará imóra
Araketu Wúre
Fará imóra

"Tradução"

Usamos o corpo para nos abraçar
Nós nos abraçamos
Somos todos filhos do ovo de Kétu
E pedimos abenção.
E se abraçam
("Somos unidos num corpo só")

O Candomblé do Brasil, ele foi criado nos moldes e com jeito brasileiro e foi revisto aqui, rituais e cerimônia adaptadas no Brasil e por isto não tem como comparar com o candomblé da África. Com a fusão de costumes de várias nações africanas que chegaram, pelas diferenças culturais da época, o sincretismo, tudo isto contribuiu com todas as diferenças na religião africana no Brasil.

A religião existe mais ou menos a 6.000.000 de anos e existem centenas de divindades, alguns poucos mais ou menos duas dúzias chegaram ao Brasil, junto ao negro e seu culto. E algumas temos as qualidades, que são visto como orisa distinto e que imaginação de alguns fazem criar ritos não existentes.

O nosso Deus, acima de todas as nossas divindades é Olódùmarè, que é Supremo, que junto a Olorum criaram e admitiram os seres e o planeta, e muitos de nós esquecemos de louvá-lo. É o Deus magnífico, perfeito, criador e velho e assim sendo, quando terminamos nossas rezas e pedidos, diz-se:

Olódùmarè gbàá

Ou

Olódumarè ase gbogbowá!

Que Olódùmaré, aceite tudo isto.

Ou que abençoe com força e que tudo ocorra.

E todos respondem - Áse.

No culto do Esin Omo Orisa (Adoradores das divindades da natureza), nós aprendemos a respeitar os mais velhos, os antigos e o fruto da nossa religião e a moralidade.